Fitoterapia Histórico: 

A prática fitoterápica é uma das abordagens mais fascinantes na área das ciências médicas e neste momento. Fitoterapia nasceu com a humanidade e podem-se citar ilustres personagens da História que a impulsionaram, tais como, Hipócrates, ilustre médico grego, Cho-Chinkei, o pai da medicina chinesa; Avicena, o pai da medicina árabe; Galeno, pai da farmácia; o romano Dioscórides, etc.

Na atualidade, a Alemanha e o Japão são os maiores incentivadores das terapias naturais, notadamente a Fitoterapia, uma vez que nos receituários alemães os produtos fitoterápicos ocupam cerca de 40% das prescrções. No Japão a medicina Kampo (Fitoterapia) faz parte do currículo acadêmico dos cursos de graduação médica e farmacêutica há mais de 30 anos. Lá a prescrição Fitoterápica já representa um bilhão de dólares anuais e recente pesquisa demonstrou que 76% dos médicos Japoneses prescrevem fitoterápicos usualmente.  Há também, países como a França, Bélgica, Suécia, Suíça e Estados Unidos onde se enfatiza a técnica fitoterápica e trabalhos científicos sobre o tema são indexados em grande volume no Pubmed. Nos países orientais, onde a Fitoterapia se enquadra dentre as terapias de tradição milenar, ocorre forte movimento de pesquisa e validação das espécies e formulações fitoterápicas em diversas patologias.

Campos (1995) afirma que no Brasil há três tipos de influência na formação da medicina popular, a saber: a) a colonização portuguesa; b) a participação indígena, de aspectos místico e terapêutico; c) a cultura negra proveniente da África (escravos). Grande parte do conhecimento etno-botânico ou fitoterápico ainda se encontram nas “comunidades tradicionais” e estas, sofrem pressões econômicas e culturais que acarretam danos incalculáveis pela degradação do meio ambiente, seja pela perda cultural. Estas comunidades acumularam precioso conhecimento empírico fitoterápico contextual transmitido de geração em geração. Perdê-lo seria um desastre! Por isso urge amparar o conhecimento tradicional etno-botânico brasileiro e depurá-lo cientificamente, bem como preservar a flora medicinal que o possibilita.

Atualmente um número cada vez maior de pessoas preocupadas com os danos e ameaças à integridade da saúde física, mental e moral, vem recorrendo a Fitoterapia num movimento mundial e quase instintivo de reconciliação com a natureza (Pelt – 1979). Portanto, a importância da compreensão de sistemas terapêuticos tradicionais ultrapassa os interesses acadêmicos e antropológicos para preencher também necessidades práticas. É nesse contexto que a Fitoterapia atende plenamente à demanda social, dada à sua simplicidade, eficiência e já fartamente comprovado valor prático-científico, como opção no árduo trabalho de viabilizar um modelo de assistência médico-farmacêutico que atenda a enorme parcela da população sem acesso aos medicamentos convencionais.