Fitoterapia Médica: 

A Fitoterapia Médica que agora pleiteia sua “maioridade” e reconhecimento oficial no Brasil e no exterior é o uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, mas com enfoque tradicional e científico. Está inserida dentre as práticas integrativas e complementares que compreendem o universo de abordagens denominado pela OMS – Organização Mundial de Saúde, como Medicina Tradicional e Complementar / Alternativa - MT/MCA, mas que não abre mão das evidências científicas, dos requisitos de segurança, eficácia, qualidade, utilização racional e sustentável.

Entre as mais de 280 plantas medicinais aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil possui quase todas elas, bem como quase três centenas de outras espécies das mesmas famílias. O Brasil possui a mais rica flora medicinal do mundo, tanto em quantidade quanto em qualidade. O desafio que agora se apresenta é possibilitar que esta privilegiada situação seja efetivamente explorada pela comunidade médica como solução concreta e objetiva para boa parte dos problemas de saúde que afligem a população, como também trazer à luz do conhecimento novas e efetivas drogas eficientes no combate aos mais variados males. Plantas com alcalóides são duas vezes prevalentes nos trópicos do que em regiões temperadas. Mas apenas 40% destes alcalóides tão importantes para a medicina, foram estudados até o momento. Preservá-los é vital, pois a devatação ambiental e cultural galopante nestas regiões, ameaçam permanentemente o acervo de conhecimentos empíricos (etno-botânicos) e das espécies, colocando em risco um inestimável patrimônio genético e cultural, privando as gerações futuras dos benefícios desses importantes recursos.

Espera-se portanto do médico especializado ou capacitado em fitoterapia uma abrangência de conhecimentos científicos e tradicionais desde a antropologia de usos e costumes, a caracterização botânica das plantas, a identificação de seus principais marcadores fito-químicos com suas atividades biológicas e farmacológicas, até o conhecimento das formas farmacêuticas e dos protocolos empregados nas utilizações profiláticas e terapêuticas com comprovações científicas que respaldem eticamente as prescrições médicas.

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